Maranhão lidera o ranking entre os estados brasileiros com maior incidência da doença, segundo pesquisa do Ministério da Saúde.
Em todo o ano de 2018, foram contabilizados 687 casos de calazar no estado. Já neste ano, até o mês de agosto, foram 210 diagnósticos confirmados.
Os municípios com maior quantidade de registros foram: São luís, Chapadinha, São José de Ribamar, Buriticupu e Santa Rita.
As condições sociais da cidade, especialmente nas áreas periféricas, com precariedade nos serviços de saneamento básico, e a falta de políticas públicas propiciaram a disseminação da doença.
O trabalho da Secretária de Estado da Saúde tem focado no combate ao mosquito transmissor e em fornecer orientações a população, como método de prevenção.
O hospital veterinário da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão) recebe animais diagnosticados com diversas enfermidades, entre elas, o calazar. No ambulatório do hospital, cerca de 20 animais dão entrada diariamente na unidade, onde pelo menos seis, são casos suspeitos de calazar.
De acordo com especialistas, enquanto a leishmaniose tegumentar (ou do tipo cutânea) é caracterizada por “erupções graves na pele”, a do tipo visceral, ou calazar, é prejudicial a órgãos considerados vitais para o organismo humano, como fígado e baço.
A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito-palha infectado, e o cão doméstico pode ser hospedeiro do parasita. A evolução da doença, na maior parte dos casos, é crônica e, caso não seja tratada, pode levar à morte em até 90% dos registros.
O período de incubação da doença, geralmente, é de 3 a 18 meses. Mas, segundo os médicos, quanto mais rápido for o diagnóstico, maiores são as chances de cura.
Entre os sintomas estão febre, palidez, emagrecimento, tosse, calafrios, vômitos, diarreia, além de dores de cabeça.
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