A Venezuela passa hoje pela pior crise da sua história, índices econômicos baixíssimos, instabilidade política e violência são alguns dos componentes desse mosaico. No meio da disputa está o povo, que sofre com a crise de abastecimento, sem produtos de primeira necessidade e com o número de mortos disparados. Motivos que levam os venezuelanos a buscarem refúgio em países vizinhos.
Alguns desses grupos, vítimas da falta de alimentos e remédios em seus país tem buscado São Luís na esperança de uma vida melhor; infelizmente muitos se encontram pedindo esmola no sinal para comprar alimentos e morando em abrigos.
Quando questionado sobre como chegaram a São Luís, se foi através do grupo de interiorização, organizado pela Casa Civil da Presidência da República e a Agência da ONU para Refugiados (Acnur), iniciado em abril do ano passado, Jonhy um venezuelano refugiado que pede esmola no sinal para sobreviver, apressou-se por meio dos carros em busca de outras moedas botando um fim na conversa.
O Governo Federal está realizando o processo de “interiorização”, criado como alternativa para reduzir o impacto social desse grande fluxo de imigrantes, o programa prevê o deslocamento de parte desse contingente a outras regiões brasileiras. Mais de 4 mil imigrantes já foram levados a diversos estados após aderir voluntariamente ao processo, como o Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
Crianças e adolescentes estão saindo às ruas (acompanhados ou não dos seus pais) para pedir dinheiro. Todos são informados/aconselhados sobre a gravidade da situação e das leis nacionais, mas há resistência por parte de alguns pais, que alegam que precisam de dinheiro para comprar roupas e medicamentos para as crianças. Diante de tal situação, foi formado um grupo de trabalho pelo Governo do Estado, representado pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social (Sedes) e Secretaria de Estado da Saúde (SES), e Prefeitura de São Luís, representado pela Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) para atender, de maneira emergencial este grupo no sentido de assegurar alimentação, assistencial social, moradia e atendimento de saúde.
Além disso, garantir o cumprimento, principalmente, da legislação protetiva de crianças e adolescentes. Nesse sentido, Governo e Prefeitura trabalham alinhados também com os conselhos tutelares, Ministério Público e Promotoria da Infância. Até o momento, as articulações realizadas a nível estadual e municipal se limitam a atendimento emergencial (saúde, alimentação, abrigo e assistência social), porém estão sendo realizadas articulações de regularização da documentação dos estrangeiros via Defensoria Pública da União e Polícia Federal, visto que a política de imigração é de competência da União.
Os venezuelanos que aceitam o serviço, são encaminhados para um alojamento cedido pela igreja Assembleia de Deus, localizado na Rua Tainara Serra, 1921 – Forquilha, Paço do Lumiar – MA. Atualmente, 39 pessoas estão alojadas no local, onde são ofertadas, também, 3 refeições por pessoa, diariamente. Além disso, a Força Estadual de Saúde (FESMA) organiza cronogramas de atendimentos clínicos e encaminhamento para exames e realiza atendimentos emergenciais.
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