Digobé, exemplo de superação

Walberto foi acometido no ano de 1994 por um surto psíquico, diagnosticado na época, ficou constatado que ele tinha desencadeado Esquizofrenia.
Data de publicação: 19/06/2018 10h34

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Pelas ruas de Pirapemas você já viu um rapaz baixo, magro, sempre sem camisa e falando sozinho? Pois é, quem nunca viu, não irá mais ver, essa figura já não existe mais, Walberto Vieira Pereira, popularmente conhecido por Digobé superou as enfermidades e hoje vive uma outra vida. 

Filho de Terezinha de Jesus e de Francisco Xavier (Chico Magaref), Digobé que ontem (18) completou 48 anos, foi acometido no ano de 1994 por um surto psíquico, diagnosticado na época, ficou constatado que ele tinha desencadeado Esquizofrenia, doença que faz com que a pessoa perca a noção da realidade e não consiga mais diferenciar o real do imaginário. 

De lá para cá foram vários tratamentos e internações em clínicas psíquicas, mas nenhuma destas intervenções surtiam efeitos a longo prazo, até que em outubro de 2017, com auxílio de profissionais da secretaria municipal de saúde de Pirapemas, Digobé foi encaminhado por familiares para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Miranda do Norte onde iniciou um novo tratamento com o psiquiatra Dr.Danilo Madeira Campos a base de medicamentos e terapia psicossocial que controla a doença. 

Oito meses depois da primeira consulta no CAPS, Digobé já tem uma nova aparência, ganhou peso, tem alimentação e sono adequado, fez tratamento dentário e agora busca uma "karametade" para sacramentar a mudança de vida.

Digobé vive nova fase na vida

Esquizofrenia

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o paciente esquizofrênico não é extremamente perigoso, assim como também não possui dupla personalidade. Esses equívocos são comuns pela falta de informação da população perante a doença.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a esquizofrenia é a terceira causa de perda de qualidade de vida entre os 15 e os 44 anos de idade, dentre todas as doenças. A doença atinge cerca de 1% da população mundial e acomete pessoas de qualquer idade, porém tem maior incidência no começo da adolescência até o começo dos 20 anos em homens e, em mulheres, no final dos 20 anos até o começo dos 30.





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