ENGANADO POR UMA MULHER

Após viralizar nas redes sociais, 'Garçon da Água' tem celular furtado

Raphael Gomes ficou conhecido após reportagem do Portal G1, do grupo Globo, que mostrava a rotina do jovem que vende água no sinal vestido de garçom.
Por: G1MA
Data de publicação: 13/01/2021 12h03

Raphael Gomes (Foto: G1-MA)

Raphael Gomes, de 25 anos, conhecido por vender água vestido de garçom em sinal de trânsito, divulgou um vídeo nas redes sociais, contando que teve o celular furtado por uma mulher, na manhã de segunda-feira (11).

“Fui roubado, ou seja, fui enganado por uma mulher que fingiu está passando mal, se aproveitando da boa fé de uma pessoa”, relatou o jovem. O caso aconteceu na avenida dos Africanos.

No vídeo, o garçom descreve as características da autora do crime e como tudo aconteceu:

“Uma mulher, de 55, 60 anos, vestida, fardada com uma roupa social de uma empresa como se fosse recepcionista, secretária duma clínica médica ou alguma empresa do tipo, não reparei muito o nome, mas ajudei ela ali de boa fé, de bom grado”, contou.

A mulher contou a Raphael que estava passando mal e o celular havia descarregado; e precisava ligar para o marido. Nesse momento, o garçom se dirigiu à avenida para vender uma água a um motorista que havia parado e a mulher partiu em um moto levando o celular.

Raphael ainda conta que conseguiu acionar a polícia, mas nem a mulher nem o piloto da moto foram localizados. O lucro por garrafa vendida é em média 50 centavos.

“Agora que paguei a terceira prestação (...). Eu tenho que vender bastante água pra mim pagar esse celular, pagar meu aluguel e, com esse celular, eu divulgava meu trabalho. E com esse celular eu incentivava outras pessoas a correram atrás dos seus sonhos”, relatou no vídeo.

Conheça a história de Raphael

De segunda a sábado, Raphael Gomes, de 25 anos, sai de casa, na rua Bom Jesus, no bairro Coroadinho, na capital, até a avenida dos Africanos, por volta das 8h, para vender água próximo a um sinal de trânsito. Durante um percurso de dois quilômetros, ele carrega, em um carrinho de mão, a caixa de isopor com garrafas de 500 ml de água e um baldinho de gelo.

O traje é formal e se assemelha ao de um garçom, além da máscara em razão da pandemia do novo coronavírus. Dessa forma, o jovem, que já foi operador de telemarketing, garante, atualmente, sua renda e sustenta a família – a noiva e os três filhos dela, frutos de outro relacionamento. A cada vez que a luz vermelha brilha no alto, Raphael, com o baldinho em mão, oferece água aos motoristas que por ali param.





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