Os dados do Inquérito Sorológico de infecção por Covid-19 no Maranhão foram divulgados na manhã desta terça-feira (25), durante entrevista coletiva realizada na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), em São Luís.
Participaram da divulgação dos dados o Secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, Lídio Gonçalves, coordenador do inquérito, e Antônio Augusto Moura, professor doutor titular do Departamento de Saúde Pública da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
O inquérito
A pesquisa teve início no dia 27 de julho e foi realizada em 69 municípios maranhenses. O principal objetivo do inquérito é avaliar o cenário atual da pandemia no Estado e contribuir para conhecer o estágio da infecção pela doença nos maranhenses. A pesquisa foi realizada por 58 entrevistadores.
O inquérito foi realizado por meio de amostragem domiciliar por conglomerados em três estágios, estratificada em quatro regiões. As regiões foram ilha de São Luís, municípios de grande porte exceto ilha (menor que 100.000 habitantes), municípios de médio porte (20 a 100.000 habitantes) e municípios de pequeno porte (menor que 20 mil habitantes).
Em cada estrato, no primeiro estágio, 30 setores censitários foram selecionados por amostragem sistemática. No segundo estágio, 34 domicílios foram selecionados em cada setor censitário por amostragem sistemática. No terceiro estágio, um morador do domicilio com 1 ano ou mais de idade foi sorteado por amostragem aleatória simples. O tamanho amostral mínimo foi estimado em 4000 indivíduos. As estimativas foram corrigidas pelo efeito de desenho e levaram em conta o efeito de aglomeração, a estratificação e a não resposta.
Metodologia
Para o inquérito, foi aplicado questionário por meio de entrevistas, que foram realizadas por um aplicativo. A plataforma utilizada para o disponibilização do aplicativo foi a EpiCollect, composta por uma ferramenta móvel e uma aplicação web, que juntas permitem que múltiplos entrevistadores forneçam dados a uma base comum on-line.
O questionário teve a finalidade de estudar as estratégias de enfrentamento da pandemia, como o uso de máscara de proteção, higiene das mãos e grau de distanciamento social. Abordou também a situação socioeconômica e demográfica dos participantes, presença de sintomatologia relacionada à Covid-19, busca por serviços de saúde e realização de teste para a doença.
Resultados
Durante o inquérito foram realizadas 3.289 entrevistas com coleta de amostragem de sangue. Desse total, segundo a SES, 3.156 amostras foram analisadas. O estudo constatou que a prevalência de anticorpos contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19, é de 40,4% no Maranhão.
"Das 4.080 pessoas previstas para serem testadas, 3.289 indivíduos responderam ao questionário e tiveram a amostra de sangue coletada. Isso representa 77,4% de inclusão, o que foi um sucesso, pois, previamente, nós já tínhamos estabelecido isso", informou Lídio Gonçalves.
Prevalência segundo região
Durante a pesquisa, os 69 municípios participantes do inquérito foram divididos em quatro estratos. O primeiro deles compreende a Grande Ilha, formada por São Luís, Raposa, Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Os dados mostram que a prevalência da Covid-19, segundo região, ficou da seguinte forma: 38,9% na Ilha de São Luís; 35,2% em municípios de grande porte; 47,6% em municípios de médio porte e 31% em municípios de pequeno porte.
Taxa de letalidade
Por fim, o inquérito revelou que a estimativa de casos confirmados da Covid-19 no Maranhão é de 2.877.454. Já o número de mortos, segundo estimado, chega a 5.026. "Isso significa de que cada 1.000 infectados, um morre. Essa é uma das menores taxas de letalidade do mundo", explicou o professor Antônio Augusto Moura.
Leia o relatório completo do inquérito sorológico aqui.
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