O ex-senador Edison Lobão (MDB-MA) teve R$ 1,9 milhão bloqueados de contas bancárias pelo Banco Central, após determinação da juíza substituta da Operação Lava Jato no Paraná, Gabriela Hardt.
A denúncia trata de corrupção e pagamentos ilícitos, entre 2011 e 2014, no valor de R$ 2,8 milhões, envolvendo o contrato de construção da Usina de Belo Monte, no Pará.
À época dos fatos, Edison Lobão ocupava o cargo de Ministro de Minas e Energia. Na aceitação da denúncia, a juíza havia determinado o arresto e o sequestro de R$ 7,8 milhões em bens e ativos financeiros em nome do ex-ministro, de um filho e da nora - que são réus na ação. Três ex-executivos da Odebrecht também são réus no processo.
Segundo a denúncia, a propina para o ex-ministro e para o filho foi repassada pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, em cinco entregas no escritório de advocacia que a nora mantinha com a família. Nos sistemas de contabilidade paralela da empreiteira, Edison Lobão era identificado como "Esquálido", informou a força-tarefa. a defesa do ex-ministro e aguarda retorno. Quando se tornou réu, o advogado tinha afirmado que a denúncia era "mais uma, dentre tantas, que se lastreia unicamente nas palavras dos delatores".
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