A justiça aceitou denúncia da força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal do Paraná (MPF/PR) contra Edison Lobão, o filho Márcio Lobão e a nora Marta Lobão, que estão sendo acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
O MPF suspeita que o ex-senador e o filho teriam recebido cerca de 2,8 milhões em pagamentos ilícitos da Odebrecht entre 2011 e 2014, na época ele ocupava o cargo de Ministro do Estado de Minas Energia. De acordo com a forca-tarefa, o esquema envolve o contrato de construção da Usina de Belo Monte no Pará.
Segundo a denúncia, a proprina foi repassada pelo setor de Operação Estruturadas da Odebrecht em cinco entregas no escritório de advocacia da nora Marta Lobão que era mantido pela família. No sistema de contabilidade paralela da empresa, Edison Lobão era identificado como “Esquálido".
As provas desse sistema foram colhidas em uma transportadora de valores ilícitos que prestava serviços para Odebrecht. A justiça determinou o arresto e sequestro de 7,8 milhões em bens e ativos financeiros em nome dos 3 réus.
A nota de defesa do senador, feita pelo advogado Antônio Carlos de Almeida Castro (kakay), informa que a denúncia se baseia nas palavras de delatores e em "nada mais". “Ao longo dos últimos meses esta estratégia da força tarefa de usar a palavra dos delatores para escrever uma história da operação 'lava jato' está sendo desmoralizada pelos fatos que estão vindo à tona
diuturnamente", afirma o advogado.
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