Segundo a promotora Alessandra Darub, a iniciativa utiliza métodos lúdicos e linguagem acessível para esclarecer situações de violência de gênero, por meio de uma revista em quadrinhos, um desenho animado postado no You Tube, e um livro didático intitulado “Da violência doméstica à alienação parental: um debate necessário”. O livro tem três capítulos: um sobre Violência Doméstica - escrito pela assessora do Ministério Público Lurdiane Mendes; outro sobre Alienação Parental, elaborado pela promotora Alessandra Darub; e outro sobre Psicanálise voltada à Alienação Parental, de autoria do psicanalista Wilson Moura.
Ela comentou que o vídeo lúdico do Youtube é uma reprodução da revista em quadrinhos e já foi assistido por mais de 80 mil pessoas, elaborado para alcançar as comunidades mais distantes, principalmente às pessoas que ainda não sabem ler. O projeto OHANA tem um ano de criação e foi eleito em 2018 o quinto melhor entre todos os projetos apresentados pelos Ministérios Públicos do Brasil.
“O trabalho tem sido realizado em comunidades e escolas dos municípios citados acima, implantado por meio de uma Lei Municipal, onde “Violência Doméstica” e “Alienação Parental” são incorporados como temas transversais, para serem trabalhados em salas de aulas, para que as crianças tenham contato desde cedo”, observa.
O desembargador Marcelo Carvalho Silva parabenizou a iniciativa da promotora Alessandra Darub, manifestando o apoio da Corregedoria Geral à iniciativa. Segundo ele, a temática da violência doméstica e familiar contra a mulher também é de interesse do Poder Judiciário, uma vez que é um problema que atinge toda a sociedade e exige políticas de enfrentamento. “Precisamos de iniciativas que levem informação às pessoas, adultos e crianças, pois é dessa forma que cada vez mais a sociedade vai entender a importância de denunciar esse tipo de crime”, avaliou.
No último mês de março, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (08), o Judiciário promoveu várias ações educativas com o tema, não só na capital, mas em diversas comarcas do interior como Codó, Caxias, Itapecuru-Mirim e Pedreiras, a exemplo das ações promovidas pela Coordenadoria Estadual da Mulher (Cemulher/TJMA).
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