APÓS DECISÃO DA JUSTIÇA

PMs suspeitos de participação na morte de comerciante em Bacabal são postos em liberdade

Eles estavam presos no presídio militar do Comando Geral da Polícia Militar, na capital. A decisão foi do juiz Diego Duarte Lemos.
Por: PORTAL JG COM G1MA
Data de publicação: 23/11/2021 11h16

Eles estavam presos no presídio militar do Comando Geral da Polícia Militar, na capital. A decisão foi do juiz Diego Duarte Lemos

A Justiça do Maranhão concedeu liberdade condicional aos cinco policiais militares que são investigados no caso do assassinato do comerciante Marcos Santos, que foi encontrado morto em Bacabal, a 195 km de São Luís, em fevereiro deste ano. Eles estavam presos no presídio militar do Comando Geral da Polícia Militar, na capital. A decisão foi do juiz Diego Duarte Lemos.

Comerciante Marcos Santos foi encontrado morto após ser levado por policiais velados no Maranhão (Foto: Redes Sociais)

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Os PMs que estavam presos foram identificados como o tenente Francisco Almeida Pinho, os cabos Rogério Costa Lima, Marcelino Henrique Santos e Robson Santos de Oliveira, além do sargento Gilberto Custódio dos Santos. Eles foram presos alguns dias depois do crime. Imagens de câmeras de segurança mostraram os policiais levando o comerciante para um carro e o comerciante desapareceu depois dessa imagem no dia 1º de fevereiro de 2021. O corpo dele foi encontrado no dia seguinte por familiares no povoado Fazenda Cancelar, em São Luís Gonzaga do Maranhão, com marcas de tiro e sinais de violência.

As denúncias contra os PMs foram reforçadas depois que o lavrador José de Ribamar Neves Leitão procurou a polícia para contar que também foi levado pelos policiais. Ele disse que foi levado pelo sargento Custódio e que foi torturado, e que só não morreu porque conseguiu escapar e saiu correndo.

Segundo ele, também, a arma do policial quando foi tentar matá-lo acabou falhando e também por isso ele conseguiu escapar. Ele passou três dias escondido no mato até que conseguiu chegar até os parentes e procurou a polícia para contar a história e os policiais foram presos.

Ao dar liberdade condicional aos policiais o juiz impôs medidas cautelares. Dentre elas estão o comparecimento todo mês ao Fórum de Justiça, proibição de se ausentar por mais de oito dias de casa sem informar o endereço que possa ser encontrado pela Justiça, proibição de acesso ao 15º Batalhão da Polícia Militar de Bacabal e a outras dependências militares. Eles também estão proibidos de manterem contato com as testemunhas e vítimas do processo, não podem sair de casa depois das 19h, estão afastados das funções de policiais militares, o porte arma deles também foi suspenso e eles vão ser monitorados por meio de tornozeleiras eletrônicas.






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