
De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, 208 meninas foram estupradas no primeiro semestre de 2020 em todo Maranhão. O número é um pouco maior que o registrado no mesmo período do ano passado. O mesmo levantamento aponta, ainda, que o número de crimes sexuais contra crianças e adolescentes na capital São Luís caiu cerca de 50% no primeiro semestre desse ano.
Para a delegada de Proteção a Criança e ao Idoso, Adriana Meireles, entre outros fatores, a pandemia pode ter dificultado as denúncias dos crimes e, por isso, aumentado a quantidade de sub-registros.
"Os crimes de natureza sexual acontecem, na grande maioria, dentro de casa, escondido. Então, com toda família dentro de casa, com os pais sem sair, o agressor tem mais dificuldade de cometer o crime contra criança e adolescente. Além disso, por causa da pandemia, também acredito que a criança teve menos oportunidade de denunciar", explica Adriana.
A pandemia também trouxe desafios para o combate aos abusos sexuais contra crianças e adolescente. "O abuso sexual, principalmente quando é intrafamiliar, tem um pacto de silêncio muito grande. Então, saber identificar esse abuso e denunciá-lo, no Disque 100, que funciona todos os dias e garante o anonimato de quem faz a denúncia.", explica o promotor de Justiça da Infância e Juventude Márcio Thadeu Marques.
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