Em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a contrariar as recomendações de órgãos internacionais de saúde, como a OMS (Organização Mundial da Saúde), e concedeu entrevista coletiva na tarde de hoje rodeado por ministros e apoiadores do seu governo, promovendo aglomeração.
Sem considerar as orientações do próprio Ministério da Saúde, os ministros também não utilizavam máscaras. Apenas o ministro da Economia, Paulo Guedes, apareceu usando a proteção no rosto. Entre os presentes, havia ainda pessoas com mais de 60 anos e que por isso fazem parte de um dos grupos de risco para a covid-19. É o caso, por exemplo, do vice-presidente Hamilton Mourão.
Bolsonaro convocou a entrevista coletiva de hoje para contestar as declarações feitas mais cedo por Sergio Moro, que anunciou sua demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O ex-juiz da Lava Jato acusou Bolsonaro de trocar o comando da Polícia Federal para ter acesso a investigações e relatórios sigilosos -o que é proibido pela legislação.
Órgãos de saúde recomendam manter uma distância de pelo menos dois metros entre uma pessoa e outra para evitar a disseminação do novo coronavírus.
No Brasil, o número de mortes pela covid-19 subiu hoje para 3.670 — foram 357 óbitos confirmados em 24 horas. Até ontem, eram 3.313 mortes registradas.
No total, são 52.995 casos oficiais no país, segundo os dados mais recentes do ministério, com 3.503 novos diagnósticos de ontem para hoje.
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