MONITOR DA VIOLÊNCIA

Números de casos de feminicídios no Maranhão é maior que média nacional

O estado teve um crescimento de 1% quando comparado ao ano de 2018. No ano passado, foram 52 feminicídios, sete a mais do que em 2018, que registrou 45 mortes.
Por: COM INFORMAÇÕES G1 MA
Data de publicação: 06/03/2020 00h00

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Thays Farias, Dayara Maia e Adaléia Carvalho da Silva foram algumas das vítimas de feminicídio em 2019. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

O Maranhão obteve uma alta no número de feminicídios registrados em 2019, é o que aponta os dados revelados pelo Monitor da Violência, do portal G1 do Grupo Globo. O levantamento foi feito com base nas informações oficiais da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). O estado possui 1,4 mortes para cada 100 mil mulheres, número acima da média nacional que registrou 1,2.

O estado teve um crescimento de 1% quando comparado ao ano de 2018. No ano passado, foram 52 feminicídios, sete a mais do que em 2018, que registrou 45 mortes. Ao todo, o Maranhão possui mais de 3,5 milhões de mulheres.

Os dados também registraram uma leve variação em relação aos homicídios de mulheres. Em 2019, foram registrados 102 assassinatos contra 101 em 2018. Com isso, o Maranhão ocupa a 5ª posição no ranking dos estados da região nordeste, ficando atrás de Alagoas (2,5), Sergipe (1,8), Paraíba (1,8) e Piauí (1,7).

Em 2019, o Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio, com 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média. Se forem considerados apenas as mortes de mulheres, que não incluem os casos classificados como feminicídios, houve uma diminuição de 14%.

É o segundo ano seguido em que o número de mulheres vítimas de homicídios cai, mas os registros de feminicídios crescem no país. Em 2019, houve uma alta de 12% nos feminicídios e uma queda de 6,7% nos homicídios dolosos de mulheres.

O levantamento faz parte do Monitor da Violência, uma parceria do G1 com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O primeiro levantamento sobre feminicídios no país foi publicado no Monitor em 2018 e, desde então, ele é feito todos os anos. No próximo domingo (8), é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Desde 9 de março de 2015, a legislação prevê penalidades mais graves para homicídios que se encaixam na definição de feminicídio – ou seja, que envolvam "violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher". Os casos mais comuns desses assassinatos ocorrem por motivos como a separação.





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