ASSISTÊNCIA AOS ÍNDIOS

Governo do estado implementa força-tarefa após morte de ativista em Imperatriz; Funai pede auxílio da Força Nacional

O objetivo é promover, junto aos órgãos federais, uma intensa fiscalização nas áreas de reserva indígena.
Data de publicação: 05/11/2019 11h53

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O ativista Paulo Paulino Guajajara foi assassinado após uma armadilha – Foto: Reprodução

Guaraci Mendes, coordenador da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), em Imperatriz, anunciou, na última segunda-feira (04), que deve recorrer ao auxílio da Força Nacional para a resolução de conflitos em área de atuação dos "Guardiões da Floresta"; grupo responsável por coibir a ação de madeireiros em território ilegal. Na sexta-feira (01), o ativista Paulo Paulino Guajajara foi assassinado após uma armadilha.

A morte de um madeireiro também foi registrada. Outro índio, Léo Guajajara, também sofreu uma tentativa de assassinato, com dois tiros, mas sobreviveu. Em depoimento, Laércio afirmou que a ação teria sido realizado por cinco suspeitos, armados, cujo intento era ceifar a vida dos dois líderes dos "Guardiões da Florestal", em retaliação às denúncias do grupo. O crime aconteceu na Terra Indígena Governador, próximo à Terra Indígena Araribóia, localizada na região sudoeste do estado.

"A gente já fez muitas denúncias. Alertou muitas vezes às autoridades, mas, nada feito, né? Com ele já 'é 5 guerreiro' que tá morrendo e tá ficando impune, todas essas mortes aí", comentou Laércio por ocasião de um documentário a ser produzido sobre a atividade dos "Guardiões da Floresta."

O Governo do Maranhão anunciou na segunda-feira (4) a criação de uma força-tarefa para apurar a ocorrência de conflitos no local. O objetivo é promover, junto aos órgãos federais, uma intensa fiscalização nas áreas de reserva indígena, bem como procurar os suspeitos pelo assassinato de Paulo Paulino Guajajara. A Polícia Federal, por meio de seus agentes, promoveu a busca dos suspeitos pelo crime.

A falta de empenho do Governo Federal na proteção de reservas ambientais e reservas indígenas vem sendo questionada por agentes do poder executivo estadual. O secretário de Estado dos Direitos Humanos, Francisco Gonçalves, expediu, em 23 de setembro deste ano, um ofício ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (responsável pela Funai), para uma ação mais efetiva na Terra Indígena Governador, dada a situação de vulnerabilidade dos índios no local. 

A pressão de lideranças indígenas e movimentos sociais permanece constante desde a ocorrência do assassinato do ativista Paulo Paulino Guajajaras. Entre as principais queixas, consta a questão da segurança para os grupos indígenas. Uma assistência maior do poder público também tem sido requerida.

"Hoje o clima é de tensão, e medo nas aldeias. E hoje o que a gente clama é por Justiça”, contou Fabiana guajajara, líder indígena.





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