Em setembro de 1987, um conjunto de países presentes no evento conhecido como Protocolo Montreal assinaram acordo com o objetivo de promover a redução no número de substâncias degradantes ao ozônio estratosférico - estrutura protetora da terra contra os raios ultravioleta. O pacto passou a valer após dois anos e, em cinco oportunidades - entre os anos 1990 e 2010 - fora revisado com o intuito de incluir novos signatários, bem como adicionar políticas restritivas à emissão de gases poluentes (CFCs).
A Organização das Nações Unidas (ONU) por ocasião deste tratado multilateral, reconheceu a data de 16 de Setembro como Dia Internacional de Preservação à Camada de Ozônio. Cita-se como as principais intenções, o debate entre governos e sociedade civil acerca de métodos de preservação sustentável à natureza e às próximas gerações. O empenho de 197 países, membros, hoje, do acordo de redução de CFCs, sinalizou uma coalizão positiva, com reflexo nos níveis de produção, exportação, consumo e licenciamento de produtos com substâncias químicas danosas ao ozônio terrestre. Vale destacar que estes compostos eram comumente encontrados em produtos domésticos, tais como geladeiras e ar-condicionados.
A adoção de um Fundo Multilateral, por iniciativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) tornou propício, a partir de 1991, assistência financeira e técnica aos países emergentes, membros do Protocolo Montreal. O Brasil, em desenvolvimento, oficializou sua adesão ao protocolo em 1990, aumentando, de forma gradativa, sua relevância como notável na preservação sustentável. Entre as metas estipuladas pelo Estado brasileiro, constava a eliminação de CFCs até 2010.
O governo federal autorizou a criação do Grupo de Trabalho do Ozônio (GTO), que, em seguida, veio a dar origem ao Programa Brasileiro para Eliminação da Produção e Consumo das Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio (PBCO). Ambas as iniciativas foram reforçadas, em 2002, pelo Plano Nacional de Eliminação de CFCs. As medidas realizadas ao longo dos anos possibilitaram ao Brasil ser incluído no ranking dos cinco países que mais diminuíram o lançamento de CFCs na atmosfera, em 2007. Segundo dados do estudo de realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), O Brasil só permanecia atrás da China, EUA, Japão e Rússia.
Com o aprimoramento tecnológico e as novas descobertas científicas, os indicadores estatísticos recentes confirmam uma mudança favorável à conservação da camada de ozônio. Segundo avaliação divulgada pela Organização Mundial Meteorológica (OMM), o ozônio presente na atmosfera aumentou de 1 a 3% por década, desde o ano 2000. A Nasa, em 2017, corroborou boas expectativas em relação ao buraco na camada de ozônio, confirmando o seu menor tamanho registrado desde 1988. Todavia, a preocupação permanece: a Agência de Pesquisa Ambiental do Reino Unido, no início de 2018, identificou emissão de CFCs em fábricas chinesas. O aumento na propagação destes gases é motivo de especulação, em decorrência do esforço empreendido em décadas para coibi-lo.
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