A Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançou nesta terça-feira (21), em São Luís, novos dados referentes ao relatório 'Conflitos no Campo Brasil 2018', divulgado em abril, e que contabilizou 16.154 famílias envolvidas em conflitos por terra em 69 cidades do Maranhão.
Desta vez, uma equipe da CPT veio até a capital maranhense e apresentou outros números do relatório, com enfoque nos estados que compõem a Amazônia Legal.
"A Amazônia é uma das regiões que ainda tem maior extensão de terra não definida e a grande parte dessa terra é terra pública que o estado brasileiro deve administrar ou repassar para quem precisa", declarou Jeane Bellini, coordenadora Nacional da CPT.
No Maranhão, segundo o relatório da CPT, 1065 ações de pistoleiros foram registrados contra famílias em 2018. Foi o terceiro maior número dentre todos os estados do país. Por causa de conflitos por terra, a Comissão Pastoral da Terra também afirma que, no ano passado:
O Maranhão também é o sexto estado com a maior área disputada do país: 989.745 hectares. Dentro dessas áreas, 201 conflitos no campo foram registrados e envolveram mais de 80 mil pessoas. Desse total, apenas dois casos ocorreram por questões trabalhistas. Todos os outros foram brigas por terra.
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