DADOS DO IBGE

No Brasil, Maranhão é o Estado que registra a maior taxa de informalidade

Segundo o IBGE, entre as pessoas com alguma ocupação, mais na metade trabalha na informalidade sem vínculo empregatício, sem benefícios trabalhistas e sem renda fixa.
Por: G1MA COM IBGE
Data de publicação: 17/11/2021 10h00

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 17%,2 da população maranhense em idade de trabalhar está desempregada. São 457 mil pessoas sem ocupação no estado. É o número mais alto desde 2012, quando começaram as medições da pesquisa nacional continua pelo órgão.

São 457 mil pessoas sem ocupação no estado (Foto: Reprodução/TV Mirante)

O alto índice de desemprego influência no crescimento da taxa de informalidade. Segundo o IBGE, entre as pessoas com alguma ocupação, mais na metade trabalha na informalidade sem vínculo empregatício, sem benefícios trabalhistas e sem renda fixa.

O desemprego levou o motorista de aplicativo Silvano Moniz a tentar opções no mercado informal, e recentemente abriu uma barraca de coco e açaí na praia do Olho D’água em São Luís. Segundo ele a renda é melhor que antes, mas faltam os benefícios e a instabilidade.

"É um lado que o trabalhador não tem direito então vai de cada um. O desemprego está muito grande e à população hoje em dia está buscando outra alternativa, até mesmo os assalariados estão buscando um trabalho fora do formal para poder suprir a renda de casa", contou.

Márcio Machado trabalha como flanelinha há 28 anos e afirma que mesmo com a inconstância da renda, sempre conseguiu garantir o sustendo da casa com três filhos, mas durante a pandemia, sem o movimento de carros nas ruas, teve que buscar outra fonte de renda.

"A primeira entrega que cheguei não estava fichando, a segunda tinha vagas, mas não com carteira assinada e eu trabalhei apenas por três meses", disse.

Baixos índices de educação também contribuem para a informalidade. A pouca escolaridade reduz a chance de conseguir um emprego no mercado formal.

O vendedor de coco Emanuel Soares, conta que busca um emprego de carteira assinada, mas segundo ele faltam oportunidades. Antes de vender coco na praia, ele trabalhava como garçom, mas também não tinha carteira assinada.

"Era só informal, eu só ganhava se vendesse. Alguns dias eu não vendia nada e voltava pra casa sem nada", lembrou.





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