REFLEXO

Após pandemia, diminui preconceito com ensino via internet

O ensino a distância no Brasil, que foi regulamentado há 14 anos, superou pela primeira vez, a oferta de vagas da educação presencial no país.
Por: ALFREDO FREITAS
Data de publicação: 17/03/2021 07h38

Dados recentes mostram que já são quase 10 milhões de brasileiros matriculados no ensino à distância. Número de matrículas pode dobrar no pós-pandemia. O impulso na modalidade de ensino via internet no Brasil, expôs o quão útil e eficaz é a metodologia e obrigou o fim imediato do preconceito com o ensino online, afirma o especialista em educação e tecnologia Alfredo Freitas.

O ensino a distância no Brasil, que foi regulamentado há 14 anos, superou pela primeira vez, a oferta de vagas da educação presencial no país. De acordo com o Censo mais recente da Educação Superior, foram oferecidas 7,1 milhões de vagas a distância, frente a 6,3 milhões de vagas presenciais. Em dez anos, o crescimento dos ingressantes em EAD foi de 226%, contra 19% da modalidade presencial, o número superou as expectativas para no ano 2020.

O Especialista em educação e tecnologia, Alfredo Freitas, que tem mais de 15 anos de experiência e é diretor de ensino e tecnologia da Ambra University - universidade que forma, em português, mestres e doutores nos Estados Unidos, acredita que o preconceito com a modalidade de ensino via internet no Brasil já diminuiu em decorrência da pandemia. Para ele, o ensino online manteve em 2020 o ano letivo e só não apresentou melhores resultados em razão da falta de investimento público nos últimos anos.

Alfredo Freitas é pós-graduado em 'Project Management' pela Sheridan College no Canadá, graduado em Engenharia de Controle e Automação e Mestre em Ciências, Automação e Sistemas, pela Universidade de Brasília. O renomado profissional tem mais de 15 anos de experiência em Tecnologia e Educação. É atualmente Diretor de Educação e Tecnologia da Ambra University. A Universidade americana é credenciada e tem cursos reconhecidos pelo Florida Department of Education (Departamento de Educação da Flórida) sob o registro CIE-4001. Além disso, a universidade conta com histórico de revalidação de diplomas no Brasil

"Se os gestores públicos tivessem dado mais atenção e investimentos na educação via internet nos últimos anos os resultados da educação em 2020 poderiam ter sido ainda melhores. Não há mais espaço para visão de atraso e preconceito com relação a esta modalidade de ensino. O momento mostrou ao Brasil o que o mundo inteiro já havia visto: as vantagens que a internet oferece para a educação", afirma Alfredo Freitas.

O especialista está correto, nos EUA, mais de 6 milhões de americanos estão buscando uma educação online atualmente. Antes da pandemia, o número de estudantes matriculados no ensino online já era impressionante. No Brasil, o último Censo EAD.BR, realizado recentemente pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), mostra que o ensino superior a distância no Brasil já corresponde a 26% do número total de estudantes, são mais de 9.374.647 alunos matriculados na modalidade EAD.

"Embora muita gente já estude de forma online e o ensino via internet esteja alterando o cenário de formação dos municípios brasileiros, principalmente no ensino superior, ainda há muito desconhecimento com relação às vantagens da internet para a educação no nosso país. Isso já está mudando e, certamente, o Brasil não caminhará na contramão do mundo. O que a pandemia escancarou foi a necessidade urgente de se investir no ensino via internet para não contar apenas com a modalidade presencial", afirma Freitas.

Educação Conectada

Dados perfil de conectividade da pesquisa TIC Domicílios 2019 no Brasil, mostram que 74% dos brasileiros acessaram a internet pelo menos uma vez nos últimos três meses. No grau de instrução, 97% dos usuários que têm curso superior acessam a rede. O Brasil conta com 134 milhões de usuários de Internet. De acordo com a pesquisa americana, 22% dos alunos de pós-graduação nos Estados Unidos estudam exclusivamente online, em comparação com 11% dos alunos de graduação.

O relatório mais recente sobre economia digital, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), mostra que os Estados Unidos possuem 242 milhões de pessoas conectadas. Os últimos dados mostram que antes da pandemia as pessoas estavam conectadas e com o isolamento social a conectividade aumentou.

"Não há mais como negarmos o cenário da conectividade. A Educação, já está se adaptando a esta realidade e não há mais razões para priorizar somente o ensino presencial. Agora é constatar que o futuro da educação já chegou e que ele será conectado e inteligente. Os gestores públicos precisam ser visionários e investir em capacitação de professores e sistemas inteligentes. Aos estudantes, cabe observar que, assim como na modalidade presencial, a educação online tem distintos níveis de qualidade", explica Freitas.

Segundo dado mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD, o acesso à internet pelo celular chega a 80,2% dos domicílios brasileiros. O Brasil conta com 134 milhões de usuários de Internet, de acordo com pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o que representa 74% da população com 10 anos ou mais. Um dado inédito, na série histórica da pesquisa TIC Domicílios, mostra que 53% da população que vive em áreas rurais declarou ser usuária de Internet. Uma conectividade que vem sendo impulsionada devido à pandemia.

"Silenciosamente o ensino via internet foi mostrando, ao longo dos últimos anos, o quão eficaz pode ser, principalmente no ensino superior", afirma Alfredo Freitas. O especialista comenta a experiência da própria Ambra University ao longo dos últimos 10 anos. "Formamos brasileiros de todas as regiões do país em cursos de mestrado e doutorado com diploma americano. Isso jamais seria possível sem a internet", explica.





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