A Polícia Civil do Maranhão investiga a autoria de um perfil no aplicativo WhatsApp que utiliza nome e foto do secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, para negociar uma suposta venda de vacinas contra a covid-19. O caso foi denunciado nessa quinta-feira (21) pelo próprio secretário, que divulgou um vídeo em uma rede social alertando gestores municipais para o risco de se tornarem alvos da fraude. Presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula também compartilhou prints de mensagens supostamente trocadas entre o autor e uma possível vítima do golpe.
A assessoria do secretário da gestão estadual confirmou que a pasta já registrou um boletim de ocorrência e tomará todas as medidas cabíveis para tentar identificar os responsáveis por criar o conteúdo criminoso. "Quando você menos espera, pronto: fizeram um perfil fake meu no WhatsApp. É isso mesmo, estão se passando por mim para vender vacinas contra a Covid-19, um absurdo total. Por favor, se você identificar esse perfil usando meu nome, pode bloquear. Eu jamais me prestaria a esse papel repugnante, abjeto, baixo. Realmente eu não sei o que mais me surpreende. O ato criminoso de alguém se passar por mim em uma rede social ou a pessoa ter coragem, um pusilânime desse ter coragem de de comercializar vacina no meio dessa pandemia. É triste demais", diz Carlos Lula no vídeo.
"Quem se deparar com esse perfil fake pode mandar uma mensagem aqui no Instagram. Principalmente vocês, secretários municipais de Saúde, que estão sendo contatados. As providências cabíveis serão tomadas. E todas as consequências para o autor desse crime, desse marginal, virão. Isso não passará impune", acrescentou o secretário.
Prints mencionam campanha de vacinação Ainda não se sabe se os diálogos ocorreram de fato ou se foram apenas simulados pelo autor do perfil fake. Para se passar pelo secretário de Saúde, o responsável pela fraude utilizou uma imagem em que Carlos Lula aparece diante de uma logomarca da pasta da Saúde.
Em uma das supostas conversas por meio do aplicativo, há um print com dados bancários de uma mulher. Em seguida, após supostamente fechar a venda, o criminoso solicita informações para que o imunizante seja entregue. "Me passe o contato de quem vai buscar, para passar para Dra. Marcella. Ela entrará em contato", diz um trecho da conversa. Em outro trecho, o golpista que se passa pelo secretário faz perguntas acerca da campanha de vacinação em uma determinada cidade, cujo nome não aparece no material capturado. A marca da vacina supostamente negociada também não é mencionada nos trechos divulgados.
"Boa noite, Querido! Como está sendo a primeira etapa da distribuição das vacinas no município", lê-se na indagação, que contém erros gramaticais e falta de pontuação.
Na resposta, o suposto cliente diz que "está sendo um sucesso" e afirma estar "muito feliz com o nosso início da vacinação", parabenizando o secretário. "Muito bom!! Logo, logo teremos mais vitórias. Estarei acompanhando de perto e à disposição", retruca o dono do perfil atribuído ao secretário.
"Muito bom!! Logo, logo teremos mais vitórias. Estarei acompanhando de perto e à disposição", retruca o dono do perfil atribuído ao secretário.
A assessoria do WhatsApp ainda não se pronunciou sobre o caso até a publicação da reportagem.
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