STELLAR BANNER

Navio encalhado na costa do Maranhão sofre leve inclinação

Segundo a Marinha, a maré de sizígia, que faz a correnteza ficar mais forte, alterou a posição no Stellar Banner, mas seria uma mudança quase imperceptível.
Por: Com informações do G1 MA
Data de publicação: 17/03/2020 08h14

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A Marinha informou na segunda-feira (16) que o navio Stellar Banner, encalhado na costa maranhense há três semanas, sofreu uma leve inclinação. Segundo a Polaris, proprietária do navio, a operação de resgate da embarcação continua e deve durar nos próximos dias, se as condições climáticas permitirem.

A operação de resgate do navio é realizada pelas equipes contratadas pela Polaris Shipping, e acompanhada por equipes do governo federal, como a Marinha e o Ibama.

Segundo a Marinha, a maré de sizígia, que faz a correnteza ficar mais forte, alterou a posição no Stellar Banner, mas seria uma mudança quase imperceptível. A inclinação que era de 22 graus foi para 24 graus e meio. Técnicos informaram que não houve variação no volume de água nos porões de carga.

A primeira etapa da transferência do óleo dos tanques do cargueiro para o navio de apoio ALP defender já foi concluída. Um novo plano de transferência está sendo elaborado pela empresa contratada para resgatar o navio, que está com quase 300 mil toneladas de minério de ferro.

Operação

Cerca de 255 militares da Marinha do Brasil estão atuando diretamente na operação de resgate do navio Stellar Banner. Cinco rebocadores, sendo três com materiais de combate à poluição causada por óleo, também servem de apoio no local.

Além disso, estão sendo usados um drone com câmera térmica, um helicóptero S-76C e três embarcações de suporte às atividades contingência de derramamento do óleo.

Área afetada

A área afetada no casco do navio é de cerca de 25 metros, segundo o chefe de Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval, Robson Neves Fernandes. Atualmente, não há registro de vazamentos.

No dia 28 de fevereiro, o Ibama havia verificado o vazamento de 333 litros de óleo no mar e o poluente havia se espalhado por uma área de 0,79 km². Um dia depois, o instituto afirmou que não visualizou mais as manchas de óleo encontradas anteriormente. Técnicos também trabalharam para vedar ainda mais os tanques de combustível e reforçar as travas dos compartimentos de carga, onde está o minério.

Acidente com o Stellar Banner

O navio Stellar Banner tem capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e possui 340 metros de comprimento, o equivalente a quase quatro campos de futebol. A embarcação foi abastecida pela Vale e saiu do Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, com destino a um comprador em Qingdao, na China.

Segundo a Capitania dos Portos, o navio apresentou ao menos dois locais com entrada de água nos compartimentos de carga por volta das 21h30 do dia 25 de fevereiro e começou a afundar no Oceano Atlântico. Uma fissura no casco pode ter sido a causa. O comandante do navio emitiu um alerta de emergência via satélite e levou a embarcação para um banco de areia.

Equipes da Capitania dos Portos e da Vale foram encaminhadas para o local e cerca de 20 tripulantes foram evacuados. A empresa Polaris Shipping, proprietária do navio, informou que todos os membros da tripulação estão seguros e que está realizando inspeções para evitar maiores danos.

A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão informou que abriu um inquérito para apurar possível crime ambiental no acidente do Stellar Banner. Antes, a Marinha já tinha informado que instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades sobre o caso.





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