TERMOS DE USO

Instagram de crianças com menos de 13 anos estão sendo deletados

O funkeiro mirim Nego Ney foi um dos primeiros notificados sobre a decisão da rede social.
Data de publicação: 20/09/2019 16h10
Atualizado: 24/09/2019 15h25

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O primeiro a ser notificado da decisão foi o funkeiro mirim Nego Ney, que ficou conhecido pela sua paixão ao Flamengo. Com apenas 8 anos, Arthur Ferreira da Silva, ou Nego Ney, já possui 1 milhão de seguidores, como Neymar Jr., Nego do Borel e Mumuzinho, isso tudo em 6 meses desde a criação da conta. 

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Foto: Reprodução Rede Social

Ninguém lê, mas a plataforma do Instagram possui em uma de suas cláusulas dentro da política de termos de uso da rede social que pessoas menores de 13 anos não podem usar a rede social, mesmo que o perfil seja administrado pelos pais. Regra que existe desde a sua criação em 2010.

Foto: Reprodução

 Nas últimas semanas o Instagram começou a levar à risca o seu regulamento, apagando as contas de quem não tem a idade mínima exigida. De acordo com Nego Ney em entrevista, sua conta foi suspensa sem aviso, só foi percebido quando a empresária do garoto tentou entrar na conta. Posteriormente, foi notificado pela administração da rede social via e-mail de que teria sua conta suspensa por conta da cláusula. Após pedir ajuda a uma empresa de Marketing Digital a conta do mini funkeiro foi recuperada. 

Agora, perfis de mini digitais influencers sofrem com a ameaça de ter sua conta excluída como é o caso de Enrico Bacchi, filho da atriz Karina Bacchi, que tem 2,3 milhões de seguidores, Sophia Cardi Aguiar, filha de Mayra Cardi e Arthur Aguiar, com 652 mil seguidoresHenry Dinizfilho da cantora sertaneja Simoneque já possui mais de 900 mil followers, entre outros. A maioria nem possui um ano de idade. 

Consequências da exposição 

A questão que fica é, quais os limites dessa exposição exacerbada já no início da vida? 

Como as crianças não podem escolher o que será publicado sobre elas, cabe aos pais garantir o respeito e a segurança delas, como consequência do Poder Familiar (art. 1.630 do Código Civil) e da Proteção Integral do Menor prevista nas disposições preliminares do Estatuto da Criança e do Adolescente (art. 1ºa  do ECA). 

Para a psicóloga Juliana Cunha, coordenadora do Canal de Ajuda da Safernet do Brasil, ficar publicando fotos dos filhos na internet é como se elas fossem coladas num imenso painel publicitário. "É muito importante que, ao compartilhar qualquer imagem ou informação de criança, os pais saibam que eles estão compartilhando isso numa grande praça pública. É como se ele tivesse colocando num outdoor de uma avenida para qualquer pessoa estranha ou desconhecida ver", salientou. 

Cuidados

Os especialistas concordam que tem muita coisa boa no mundo virtual. Apenas é preciso tomar alguns cuidados para não cair em armadilhas. Entre os cuidados que todos devemos ter, os principais são:  

— Não divulgue os hábitos da rotina da criança; 

— Não mostrem as partes íntimas do corpo; 

— Evitem postar fotos dos filhos com o uniforme escolar; 

— Não divulguem fotos ou filmes que mostrem a casa;  

— Cuidado com dispositivos que mostram a localização: alguns celulares têm a tecnologia GPS, então, quando você coloca a foto, ela tem informação do local de onde foi tirada. Isso pode sujeitar a criança a crimes, como roubo, ou até mesmo extorsão mediante sequestro, principalmente se forem seguidos de fotos que retratem um alto padrão de vida, com acessórios de luxo como celulares, tablets, etc.

São inegáveis os benefícios e avanços proporcionados pela internet, mas não se pode fechar os olhos para os riscos provocados por quem utiliza a ferramenta.





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