PROTESTO

Moradores invadem Palácio durante coletiva de imprensa

A manifestação acontece devido ao processo de remoção autorizado por uma decisão judicial que beneficia a empresa portuária Tup Porto São Luís S.A.
Data de publicação: 14/08/2019 12h28
Atualizado: 16/08/2019 16h04

Moradores da comunidade Cajueiro, na zona rural de São Luís, realizaram um novo protesto na manhã da última terça-feira (13) durante uma entrevista coletiva promovida pelo governo do estado.

Citando palavras de ordem, eles invadiram o auditório do Palácio Henrique de La Roque acabando com a coletiva de imprensa. 

No momento da invasão, contava com a presença dos secretários Francisco Gonçalves, titular da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) e do advogado Rodrigo Lago da Secretaria de Comunicação e Articulação Política (Secap), que se reuniram com diversos meios de comunicação para dar esclarecimentos sobre a ação da polícia militar durante a manifestação ocorrida na noite anterior  em frente ao palácio dos Leões motivados pela derrubadas de casas onde será construído um porto privado na área.

A manifestação acontece devido ao processo de remoção autorizado por uma decisão judicial que beneficia a empresa portuária Tup Porto São Luís S.A.

No local moram centenas de famílias que vivem da pesca artesanal, da agricultura familiar e do extrativismo, que veem seu modo de vida tradicional ameaçado pela construção de um empreendimento bilionário.

Sem pedir licença os manifestantes exigiram que os secretários pudessem ouvir os relatos dos moradores da comunidade do Cajueiro que sofreram violência física durante os protestos onde foram usados gás de pimenta nos olhos, bombas de gás lacrimogênio e balas de borrachas que foram utilizadas pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado para tentar dispersar os manifestantes que montaram acampamento em frente à sede do governo do Maranhão.

A primeira a falar foi a moradora Maria das Graças, 76 anos, moradora da comunidade do Cajueiro que revelou que as casas foram derrubadas diversas casas sem que eles fossem comunicados da ordem judicial, ou seja, pegando todo mundo de surpresas, sem a possibilidade de se defender.

“Eu ouvia falar mais não acreditava que isso fosse um dia acontecer. Eu votei duas vezes no Flávio Dino, então tinha ele até como amigo. Não é porque ele errou que ele não possa reconhecer o erro que ele cometeu. Agora não sei se ainda voto, porque o que ele fez conosco não tem explicação. Ontem eu estava na frente do Palácio, mas antes eu já saí de casa prevenida com uma garrafa de vinagre e uma toalha para evitar o spray de pimenta no meu rosto. Minha filha dizia: “mamãe corre-corre”. E eu respondia para ela: “Calma, calma”. Eu estava dormindo nessa hora. Acordei apavorada e me tremendo toda. O que estou fazendo aqui é defendendo a minha terra que é o Cajueiro. Eu não queria que fosse demolida a minha casa como foi demolida a de outros moradores”, contou a senhora.

Atentos a todos os depoimentos, os representantes do governo que tiveram seus microfones tomados pelos manifestantes, ouviram o relato de alguns líderes  que aproveitaram a ocasião para denunciar os abusos cometidos pelos militares durante a reintegração de posse da área um dia antes entre eles o caso de uma grávida que pariu antes da hora, após ter tido a casa demolida e ter sido atingida com gás de pimenta durante a reintegração de posse.

A primeira a falar foi a moradora Maria das Graças, 76 anos, moradora da comunidade do Cajueiro que revelou que as casas foram derrubadas diversas casas sem que eles fossem comunicados da ordem judicial, ou seja, pegando todo mundo de surpresas, sem a possibilidade de se defender.

“Eu ouvia falar mais não acreditava que isso fosse um dia acontecer. Eu votei duas vezes no Flávio Dino, então tinha ele até como amigo. Não é porque ele errou que ele não possa reconhecer o erro que ele cometeu. Agora não sei se ainda voto, porque o que ele fez conosco não tem explicação. Ontem eu estava na frente do Palácio, mas antes eu já saí de casa prevenida com uma garrafa de vinagre e uma toalha para evitar o spray de pimenta no meu rosto. Minha filha dizia: “mamãe corre-corre”. E eu respondia para ela: “Calma, calma”. Eu estava dormindo nessa hora. Acordei apavorada e me tremendo toda. O que estou fazendo aqui é defendendo a minha terra que é o Cajueiro. Eu não queria que fosse demolida a minha casa como foi demolida a de outros moradores”, relatou a senhora.





mais notícias


Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por: