POR MOTIVO FÚTIL

Padrasto mata enteada por esganadura em Turilândia

Ernildo Sousa Silva matou sua enteada, um bebê de 1 ano e 10 meses, por ciúmes da companheira com o pai da criança.
Data de publicação: 11/07/2019 14h25
Atualizado: 16/07/2019 07h21

Ernildo Sousa Silva, de 18 anos, foi preso nesta terça-feira (09) na cidade de Turilândia, a 160 quilômetros da capital, após confessar ter matado a enteada de 1 ano e 10 meses, por ciúmes.

A polícia soube do caso, quando a mãe da menina que tem 16 anos, e Ernildo teriam levado a criança para um hospital da cidade alegando que ela teria caído da rede onde estava dormindo, e que acabou batendo a cabeça. Entretanto, o médico plantonista constatou que o corpo apresentava marcas no pescoço compatíveis com sinais de esganadura e acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar.

O casal foi conduzido para a Delegacia de Santa Helena, na Baixada Maranhense, para prestar esclarecimentos. A princípio ambos negaram qualquer envolvimento no caso, mas o laudo pericial apontou a causa da morte como asfixia por esganadura.

Diante das evidências, Ernildo confessou o crime durante interrogatório na Delegacia Regional de Pinheiro. Segundo ele, a decisão de matar a criança apertando o pescoço dela com as mãos aconteceu enquanto ela dormia na rede. Ernildo disse que fez isso porque não gosta do pai dela e tem ciúmes da sua companheira.

Segundo a mãe da menina, uma amiga dela teria comentado como ela parecia com o pai. Ao ouvir, Ernildo travou discussão com a companheira e, durante visita da companheira à casa da mãe, aproveitou que estava sozinho com o bebê e a matou enquanto dormia. Quando voltou para casa, a mãe estranhou o fato da garota estar dormindo por muito tempo, ocasião em que o suspeito alegou que a criança havia caído da rede.

Diante do crime, Ernildo foi autuado em flagrante por feminicídio qualificado por motivo fútil. Ele foi encaminhado para o Presídio Regional de Pinheiro, onde permanecerá à disposição da Justiça. Se condenado, pode ficar preso por até 30 anos.

Já a mãe da criança foi liberada após prestar depoimento. De acordo com a polícia, as investigações não apontaram a participação dela no crime. Entretanto, as investigações continuam, no sentido de esclarecer completamente os fatos.

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