Novo ministro da saúde defende turno extra de atendimento em postos de saúde

Em discurso, Mandetta diz que chega ao cargo por ter compromisso com a família, fé e pátria.s
Por: Com Informações do G1
Data de publicação: 03/01/2019 11h34
Atualizado: 03/01/2019 11h53

Ministro da Saúde do governo Bolsonaro, Luiz Henrique Mandetta - Pedro Ladeira/Folhapess

O novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), afirmou nesta quarta-feira (2), durante cerimônia de transmissão de cargo, que "cada centavo" economizado pela pasta ao longo de sua gestão irá para a assistência da população. Ele defendeu ainda a criação de um terceiro turno no atendimento das unidades de saúde e revisão da política de saúde para a população indígena.

Médico e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, Mandetta estava no segundo mandato de deputado federal e não disputou as eleições deste ano. Ele tomou posse oficialmente como ministro na terça-feira (1º) em outra cerimônia com a presença do presidente Jair Bolsonaro. Nesta quarta, o seu antecessor na pasta, Gilberto Occhi, transmitiu o cargo a ele.

Em seu discurso, o novo ministro declarou que sua gestão será pautada pela redução de gastos. "Cada centavo economizado por esse ministério tem que ir para objeto fim, que é a assistência. Não dá para gastar dinheiro sem saber", afirmou.

Ele ponderou que a pasta possui um orçamento "muito grande" e que "é muito fácil esquecer que R$ 1 mil é muito dinheiro". "É muito dinheiro", ressaltou.

Ainda no discurso, Mandetta anunciou que irá focar na saúde básica e que estuda a criação de um terceiro turno nas unidades de saúde, ampliando o horário de atendimento. Ele ponderou que muitas vezes os cidadãos saem muito cedo para trabalhar e retornam para casa quando a unidade já está fechada.

"Ou seja, a unidade básica de saúde para eles fica praticamente inalcançável. Então, temos experiência Brasil afora da construção do terceiro turno. Vamos ver se a gente consegue compactuar uma política que a gente possa dar um horário mais estendido", afirmou.

Ele explicou que deverá ser escolhida uma unidade da federação, numa espécie de projeto-piloto, para dar início a essa reestruturação. "Vamos elencar uma unidade da federação, que ainda não tem consenso, vamos ver onde possa ser mais apropriado, para [fazer] a reestruturação da atenção básica", disse.





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