Projeto Barbados XXIV "Especial Graça Aranha e a Teia Cantanhedense"

Data de publicação: 26/03/2017 12h35

O especial deste sábado traz mais uma descoberta do núcleo de história da coordenação municipal de Cultura de Cantanhede. Em pesquisa sobre o cantanhedense ilustre JOSÉ CÂNDIDO DE MORAIS E SILVA, jornalista (pai da imprensa maranhense), líder da Setembrada e que o projeto Barbados pretende prestar uma grande homenagem com a criação do Museu da Setembrada, no km 170, da estrada de ferro São Luís-Teresina. O Farol como ficou conhecido por ter fundado um jornal de oposição com esse nome, nasceu em 1807 e morreu 1832. Entre uma busca e outra, encontramos com grata satisfação a ligação de José Cândido com o escritor e diplomata maranhense Graça Aranha. José Cândido deverá ser homenageado em setembro com um espectáculo de teatro Café no Farol produzido pelo grupo Fundo de Pote e será em breve tema de um documentário (parte do documentário CANTANHEDE, PATRIMÔNIO DO MUNDO). O cantanhedense de Cachimbos José Cândido é tio-avô de José Pereira da GRAÇA ARANHA, pois José Cândido não teve filho e uma de suas irmãs, a também cantanhedense JOSEFA DE MORIAS E SILVA ao casar-se com o major João Joaquim Maciel Aranha teve um filho chamado Theomístocles da Silva Maciel Aranha, que casou com Maria da Glória Silva Maciel e tiveram os filhos Heráclito da Graça Aranha e GRAÇA ARANHA. O escritor Graça Aranha que nasceu em São Luís e morreu na cidade do Rio de Janeiro deixou quatro filhos: Almira, Eduardo, Helena Graça Aranha e Theomístocles da Graça Aranha, sendo que os dois primeiros morreram na primeira infância. Dois dos descendentes do escritor Graça Aranha e consequentemente de Josefa Morais e Silva, irmã de José Cândido de Morais e Silva são a médica Helena Graça Aranha e o advogado José Graça Aranha, que moram na cidade do Rio de Janeiro, que contribuíram com a nossa pesquisa. As biografias de José Cândido de Morais e Silva e de Antonio Henriques Leal, como também a dos 5 colonizadores: Faustino Mendes Cantanhede (português e fundador de Cantanhede), coronel Antonio Henriques Leal (português), coronel Aires Carneiro Homem de Souto Maior (português), Pierre Lamagnère (francês) e Antonio Lopes da Cunha (português) e ainda do milagreiro Sebastião Barra Nova estarão presentes no documentário Cantanhede, Patrimônio do Mundo.

Veja a biografia de Graça Aranha (sobrinho neto) de José Cândido Morais e Silva.

José Pereira da Graça Aranha (São Luís, 21 de junho de 1868 — Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1931) foi um escritor e diplomata brasileiro, e um imortal da Academia Brasileira de Letras. Considerado um autor pré-modernista no Brasil, sendo um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922.

Devido aos cargos que ocupou na diplomacia brasileira em países europeus, ele esteve a par dos movimentos vanguardistas que surgiam na Europa, tendo tentado introduzi-los, à sua maneira, na literatura brasileira, rompendo com a Academia Brasileira de Letras por isso em 1924.

Nascido em uma família abastada do Maranhão, Graça Aranha graduou-se em direito pela Faculdade do Recife e exerceu cargos na magistratura e na carreira diplomática.

Como diplomata, serviu em Londres, com Joaquim Nabuco, e foi ministro na Noruega, Holanda e na França, onde se aposentou.

Assumiu o cargo de juiz de direito no Rio de Janeiro, ocupando depois a mesma função em Porto do Cachoeiro (hoje Santa Leopoldina), no Espírito Santo. Nesse município ele buscou elementos necessários para criar sua obra mais importante, Canaã. Esta é um marco do chamado pré-modernismo, publicada em 1902, junto com a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha.

Graça Aranha apresentou uma visão filosófica e artística assimilada de fontes muito diferentes e às vezes contraditórias.

Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, sendo um dos seus organizadores, quando pronunciou o texto A Emoção Estética na Arte Moderna, defendendo uma arte, uma poesia e uma música novas, com algo do "Espírito Novo" apregoado por Apollinaire[carece de fontes]. Rompe com a Academia Brasileira de Letras em 1924, a qual acusou de passadista e dotada de total imobilismo literário. Ele chegou a declarar "Se a Academia se desvia desse movimento regenerador, se a Academia não se renova, morra a Academia!".

Canaã

Sua principal obra, o romance Canaã, de 1902, sobre a vida dos imigrantes europeus, ambientado em uma colônia alemã no Brasil, abalou o cenário das letras do país, pelo debate de ideias em torno do descobrimento de aspectos da realidade do interior.

Segundo a professora Luciana Stegagno Picchio, "o nome de Graça Aranha costuma abrir, com todo o direito, o capítulo do Modernismo de 1922, pela adesão entusiasta, determinante, que essa grande personalidade, antes mesmo que grande escritor, iria dar aos jovens de São Paulo na revolta deles contra as instituições".

E acrescenta a estudiosa italiana, agora se referindo ao romance Canaã: "O lugar literário de Graça Aranha é todavia aqui, nesta prefiguração de um Brasil terra prometida, onde a pacífica mescla das raças, fora de todo preconceito europeu, poderá fazer nascer uma nova humanidade. E é por essa 'mensagem' de romance ideológico que Canaã será arvorado pelos jovens modernistas como bandeira de seu movimento".
Graça Aranha também publicou: Correspondência entre Machado de Assis e Joaquim Nabuco, no qual desenvolve exemplar análise crítica; O espírito moderno, conferências feitas de 1922 a 1924; e o romance A viagem maravilhosa, tentativa de criação de um estilo novo. A morte interrompeu a autobiografia O meu próprio romance, publicada postumamente.

Entenda a árvore de Heloísa e José Graça Aranha que são bisnetos do escritor Graça Aranha e quarto-netos sobrinhos de José Cândido Morais e Silva:

- (pais): Josefa de Morais e Silva x João Joaquim Maciel Aranha:
- (filhos): Theomístocles da Silva Maciel Aranha x Maria da Glória Silva Maciel (Maria da Glória da Graça Aranha):
- (neto): José Pereira da Graça Aranha x Maria Genoveva de Araújo:
- (bisneta): Heloísa Graça Aranha.
- (trineta): Aloysio Graça Aranha:
- (quarta-neta): Heloísa Graça Aranha (médica).
- (quarta-neta): José Graça Aranha (advogado).
Colaboração: Heloísa Graça Aranha e José Graça Aranha.
Edição e Pesquisa: Luiz Carlos Amaral – secretário de Governo de Cantanhede/MA.

Gerson Júnior - Coordenador de Cultura de Cantanhede/MA.





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